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Banco Mundial eleva projeção de crescimento do PIB do Brasil para 1% em 2017 e 2% em 2018


10/01/2018

O Banco Mundial elevou as projeções do crescimento do Brasil para 2017, 2018 e 2019, de acordo com o relatório Perspectivas Econômicas Globais. Para este ano, a estimativa agora é de alta de 2,0%, superior ao 1,8% projetado em junho. 

 

Em relação a 2017, a previsão registrou maior avanço, de 0,3% para 1,0%. No próximo ano, a instituição elevou seu número para o PIB de 2,1% para 2,3%. Para 2020, o Banco Mundial aponta que o País apresentará uma alta de 2,5%.

 

"O Brasil cresceu 1% (em 2017) após uma profunda recessão de dois anos, apoiado principalmente pela recuperação do consumo privado", apontou o Banco Mundial. "O crescimento do comércio varejista e da produção industrial se intensificou, apesar de uma contração no setor de construção, ao passo que a confiança do consumidor se manteve estável e as condições do mercado de trabalho melhoraram."

 

Segundo a instituição multilateral, o PIB do País deve subir 2% neste ano "à medida que a melhoria das condições do trabalho e uma inflação baixa apoiarem o consumo privado, os efeitos residuais da recessão desaparecerem e as condições das políticas apoiarem mais o investimento."

 

Para o Banco Mundial, o Brasil e em alguns outros países como Rússia e África do Sul, "o declínio da inflação permitiu condições mais acomodatícias de política monetária", o que colaborou na recuperação do consumo das famílias. No País, a "deflação de alimentos" foi uma ajuda substancial para a queda da variação média dos preços ao consumidor.

 

De acordo com o documento, porém, o nível de alta do PIB em 2018 corre riscos de ter um desempenho menor do que o previsto com a incerteza política gerada num ano que terá eleições presidenciais e para o Congresso.

 

Nesse contexto, a instituição aponta que alguns fatores desfavoráveis podem "frear o crescimento" da América Latina e Caribe em 2018, como "a incerteza política em alguns países - incluindo o Brasil, Guatemala e Peru." O Banco Mundial também ressalta que a contenção do ritmo de incremento da atividade na região pode ocorrer com "Interrupções causadas por desastres naturais, efeitos negativos da turbulência dos mercados financeiros, ou um aumento do protecionismo do comércio dos EUA, além de uma deterioração nas condições fiscais internas de cada país."

 

Por outro lado, o Banco Mundial aponta que para o Brasil, junto com a Rússia, "uma mais rápida elevação de preços de commodities em meio a fortalecimento do crescimento global podem contribuir para uma recuperação mais veloz do que o esperado da atividade e do investimento no curto prazo."

 

Em relação a gestão das contas públicas no Brasil, o Banco Mundial foi categórico. "Uma melhora da sustentabilidade fiscal depende da reforma da Previdência." Contudo, não foi detalhado no documento se as projeções para o PIB da instituição de 2018 a 2020 consideram ou não a aprovação pelo Congresso nesse período de uma mudança estrutural do sistema de pagamento de benefícios para aposentados no País.

 

O Banco Mundial apontou que o País, mais a Argentina, México e Colômbia, registraram alta marcante da divida pública desde a eclosão da Grande Recessão em 2008, mas o Brasil foi o único neste grupo onde não é esperado que a "dívida como proporção do PIB" tenha caído em 2017.

 

O relatório também destaca que a economia internacional registrou bom desempenho em 2017 e tem condições favoráveis para manter este ritmo de expansão em 2018. Assim, o Banco Mundial elevou sua previsão de alta do PIB do planeta do ano passado de 2,7%, realizada em junho, para 3%. Em relação a 2018, a projeção subiu de 2,9% para 3,1%. Para 2019, ocorreu leve aumento de 2,9% para 3,0%. Para 2020, a previsão é de expansão de 2,9%.

 

"O Banco Mundial prevê um crescimento econômico global próximo a 3,1% em 2018 após um 2017 muito mais forte que o esperado, à medida que a recuperação no investimento, manufatura e comércio continuarem e ao passo que as economias em desenvolvimento, exportadoras de produtos básicos, se beneficiarem de melhores preços desses produtos", destaca a instituição multilateral

 

Fonte: Estadão


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