O Sindicato dos Comerciários de São Paulo recebeu na manhã desta quarta-feira (15) o ex- ministro da Educação e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad. No encontro, que contou com a presença de sindicalista da entidade, foram discutidos fatos do atual momento político, da futura candidatura a prefeitura de São Paulo e abordou como principal tema o atual cenário da educação no País. Haddad estava acompanhado do deputado estadual Simão Pedro (PT).
Na nova casa dos Comerciários, o anfitrião e Presidente do Sindicato Ricardo Patah, recebeu o ex-ministro e colocou a educação como ponto forte e que ela seja o compromisso dos sindicatos e da futura administração da Cidade com os trabalhadores.
“As discussões sobre o assunto serão de extrema importância, pois a educação é o alicerce de uma sociedade, a estrutura de uma família e a oportunidade de inclusão no mercado de trabalho”, afirma Patah.
Aos sindicalistas presentes, o ex-ministro fez um balanço da educação na sua gestão, citou ex- presidente Lula, e como foi sua atuação na área da educação, bem como os investimentos no setor.
“Hoje nós sabemos que para o Brasil progredir devemos educar melhor nossa juventude, e o Governo Lula simplesmente quadriplicou o orçamento da educação, dobrou vagas das Universidades Federais, criou bolsas de estudos que já atenderam mais de um milhão de universitários. Tenho orgulho de ter servido um metalúrgico e ex-sindicalista na Presidência da República que não conseguiu concluir nem o ensino fundamental e foi o presidente que mais investiu na educação”, comenta.
E para os comerciários e como conhecedor do mundo do comércio, Haddad lembrou a época em que, como filho de comerciante, trabalhava como balconista na loja de tecidos da família, na Rua 25 de Março.
“Posso dizer que conheci o Brasil e America Latina de um balcão da 25 de março, onde trabalhei por 12 anos em uma loja de tecido da minha família e acredito que os comerciários tem um papel extraordinário para fazer reflexão sobre sua qualidade de vida e desenvolver demandas para construção de um programa de governo, independentemente de preferência partidária, para criar um trabalho de comunicação, no qual possamos criar uma perspectivas de futuro em cima dessas reflexões para os trabalhadores da cidade de São Paulo.”
O ex-ministro defendeu as 40 horas semanais sem redução de salários, bandeira das centrais, além disso afirmou que o Brasil tem que avançar nos direitos dos trabalhadores.
“Tenho um vínculo muito grande com a agenda trabalhista, entendo que o Brasil precisa avançar na questão do direito dos trabalhadores. A redução de jornada é uma coisa constitucional não cabe a nós regulamentar, mas como bandeira histórica dos trabalhadores é uma meta a ser considerada, e precisa ser valorizada”, conclui o ex-ministro. |