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Afastamentos de trabalhadores por doença aumentam 6% em 2018


06/02/2019

A concessão de auxílio para trabalhadores que tiveram complicações de saúde relacionadas à atividade subiu cerca de 6% ano passado, na comparação com 2017.

 

O valor pago subiu em proporção maior, de 9,3%.

Houve criação de 530 mil empregos em 2018, e isso pode ter influenciado o número de concessões, segundo o economista especializado em Previdência Pedro Nery.

 

“Todos os benefícios ligados ao setor formal aumentam quando há uma melhora no índice de desemprego.”

Uma mudança de 6% é uma oscilação normal, de acordo com Francisco Eduardo Cardoso Alves, da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social.

“Foi apenas um ano, não é uma alta sustentada, como a que vem ocorrendo na concessão de outros benefícios.”

 

A quantidade de acidentes de trabalho que causam afastamento remunerado pela Previdência está aquém dos parâmetros anteriores à crise. O número de 2018 é o equivalente a 66% do verificado em 2013, por exemplo.

 

O gerenciamento do INSS influencia as autorizações dadas, segundo Andre Marques Rebelo, economista da Fiesp.

“Existem zonas cinzentas na avaliação da necessidade [do afastamento remunerado]. Uma gestão mais paternalista libera mais, e há momentos em que se ordena que haja mais parcimônia”, afirma Rebelo.

 

Sem trocar seis por meia dúzia

A oferta de novas vagas cresceu e superou o número de postos abertos para repor a saída de funcionários neste início de ano, de acordo com consultorias de recrutamento.

Os empregos ligados a criação de cargos chegaram a representar apenas 15% de todas as posições em aberto no auge da recessão, segundo o diretor-geral da Michael Page, Ricardo Basaglia.

 

“No último mês as novas vagas já são mais da metade de todas as que cobrimos. A previsão, com base nas nossas conversas com clientes, é que esse percentual chegue a 65% até o fim de 2019.”

 

A busca de companhias por novos funcionários de média e alta gerência cresceu cerca de 30% de dezembro a janeiro deste ano na Randstad, de acordo com Juliano Gonçalves, diretor da consultoria.

 

“Esse é um movimento generalizado, mas alguns setores são sempre mais afetados, como o de alimentos, o químico e o automotivo.”

A estimativa é que 80% das vagas atuais seja para expansão, segundo Gonçalves.

 

 

“Normalmente, no Brasil, o movimento de novas contratações começa após o Carnaval, mas neste ano a variação tem sido atípica."

 

Fonte: Folha de S.Paulo


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