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Fiscalização do tamanho da bagagem de mão começa quarta (10) em aeroportos do país


10/04/2019

A partir desta quarta (10), passageiros de voos nacionais terão o tamanho da bagagem de mão checado antes de entrar na área de embarque.

 

A medida, implementada pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), será adotada em 15 aeroportos, em etapas. Os terminais Juscelino Kubitscheck (Brasília), Afonso Pena (Curitiba), Viracopos (Campinas) e Aluízio Alves (Natal) serão os primeiros a contar com a fiscalização.

 

A ação tem o objetivo de evitar que volumes com tamanho inadequado sejam embarcados como bagagem de mão, aquela que vai junto com o passageiro.

 

Desde 2017, quando a resolução 400 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) começou a valer, as companhias aéreas passaram a cobrar pelo despacho de bagagens. A única mala sempre gratuita para o passageiro é a de mão, que só pode ser uma por pessoa e precisa pesar até 10 quilos. 

 

Para a nova fiscalização, a Abear adotou um tamanho padrão para esse tipo de bagagem, o mesmo usado pela Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo), que é de 55 cm de altura por 35 cm de largura e 25 cm de profundidade.

 

As quatro companhias aéreas brasileiras (Latam, Avianca, Azul e Gol) já adotaram essas medidas para suas bagagens de bordo, mas nem sempre foi assim. A Gol, por exemplo, antes pedia que as malas tivessem no máximo 40 cm de comprimento por 25 cm de largura e 55 cm de altura.

 

A associação contratou uma empresa terceirizada, que vai se posicionar antes da área restrita dos aeroportos —onde, para entrar, o passageiro precisa mostrar seu bilhete de voo—, e funcionários farão uma avaliação visual do tamanho das bagagens de mão. 

 

As malas que parecerem estar fora do padrão serão testadas em uma fôrma com as medidas adotadas pela Iata. O passageiro que tiver uma mala com tamanho maior do que o permitido será redirecionado ao balcão de checkin de sua companhia, onde terá que pagar pelo despacho do volume.

 

A cobrança vai acontecer após duas semanas do início da fiscalização, segundo a associação. Antes disso, os passageiros serão apenas orientados sobre o tamanho de suas malas de bordo.

Nos quatro primeiros aeroportos, o período de orientação ao passageiros termina no dia 24 de abril. 

 

A segunda leva de terminais, que começará a receber as equipes de fiscalização no dia 17, será composta por Confins (Belo Horizonte), Pinto Martins (Fortaleza), Guararapes-Gilberto Freyre (Recife), Luís Eduardo Magalhães (Salvador) e Val-de-Cans-Júlio Cezar Ribeiro (Belém). O período de orientação vai até 1º de maio.

 

Os últimos aeroportos a aplicarem a fiscalização, a partir de dia 24 de abril, serão os de Santa Genoveva (Goiânia), Salgado Filho (Porto Alegre), Congonhas (São Paulo), Guarulhos, Galeão e Santos Dumont (Rio de Janeiro). A orientação aos passageiros vai até o dia 12 de maio.

 

Fabricantes de mala veem de forma positiva a padronização. "Cada companhia aérea ter sua própria regra confunde o consumidor", disse, em nota, a Victorinox. 

 

A Le Postiche afirma que vai disponibilizar em suas lojas uma fôrma com as medidas oficiais. A companhia também diz que entrará em contato com fornecedores para que eles produzam novos produtos, no tamanho adequado.

 

Procuradas, Azul, Avianca, Latam e Gol informaram que apenas a Abear responde pela medida. Segundo a associação, o custo de operação da empresa terceirizada será rateado entre as companhias associadas. 

 

QUANTO CADA COMPANHIA COBRA PELO DESPACHO DE MALA

Caso seja necessário despachar a bagagem de mão que estiver fora do padrão, o serviço será cobrado. Veja quanto ele custa nos voos nacionais. 

 

Azul e Gol: Se comprado pelo site da companhia, o despacho custa R$ 60. Já se a compra for feita no aeroporto, sai por R$ 120.

Avianca: Se comprada com mais de seis horas de antecedência do voo, o despacho sai por R$ 60 por mala. Já se a compra for feita depois disso, custa R$ 120.

Latam: Até três horas antes do voo, o despacho custa R$ 59. Após esse período, sai por R$ 120.

 

HISTÓRICO DO DESPACHO DE BAGAGENS 

Antes da resolução 400 da Anac, que começou a valer em abril de 2017, todo passageiro que embarcasse no Brasil ou tivesse o país como destino final poderia levar duas bagagens de 23 quilos em voos nacionais e duas de 32 quilos em voos internacionais, sem cobranças à parte. A bagagem de mão poderia pesar até 5 quilos.

 

Na época, a agência alegou que essa prática ajudava a encarecer o preço das passagens, porque o valor da franquia de bagagens —o direito de despachar as malas— estava embutido em todos os bilhetes aéreos, mesmo naqueles usados por quem não tinha dois volumes para despachar.

 

Fonte: Folha de S.paulo


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