Museus invadem universo online e disponibilizam passeios virtuais gratuitamente

18/05/2020

As grandes galerias e museus ao redor do mundo tiveram que fechar as portas por tempo indeterminado por causa da pandemia do novo coronavírus. O Dia Internacional dos Museus, celebrado nesta segunda, 18 de maio, terá um significado diferente neste ano.

A expectativa de muitos visitantes em apreciar a obra de um mestre das artes, como dos brasileiros Candido Portinari e Di Cavalcanti, ou dos europeus Pierre-Auguste Renoir, Claude Monet, Vincent van Gogh e Pablo Picasso, teve que ser adiada. Mas, graças às novas tecnologias, as pessoas ganharam a oportunidade de matar a curiosidade —ou a saudade— virtualmente.

Algumas instituições disponibilizaram grande parte de seu acervo para uma experiência interativa pela tela do computador ou do celular. De maneira gratuita, livre e sem filas, a plataforma Google Arts & Culture permite ao visitante passear virtualmente pelos corredores de museus nacionais como o Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), Pinacoteca e Museu da Imigração, em São Paulo, ou internacionais como o MoMA (Museum of Modern Art), em Nova York, Estados Unidos, e a National Gallery, em Londres, Reino Unido e muitos outros ao redor do globo.

“No momento complexo como o atual, é essencial que os museus continuem se comunicando com seu público e com outras pessoas. Se não é possível manter a visita presencial por enquanto, a virtual tem sido uma ótima escolha até o fim da pandemia”, diz Tomás Toledo, curador-chefe do Masp.

Durante um período tão conturbado, manter-se conectado à cultura e à arte é uma ótima forma de aproveitar o tempo em casa. No museu localizado na avenida Paulista, as pessoas poderão se deleitar com clássicos como “Rosa e Azul” e “Menina com as Espigas”, do francês Renoir, “Retirantes”, do paulista Candido Portinari, e “O Escolar”, do holandês Van Gogh.

A experiência de caminhar virtualmente pelo museu é um misto de sensações. É complicado reproduzir o sentimento de ver uma obra física, mas os locais tentam aproximar a experiência ao real. “O campo digital se mostra bastante importante, pois o museu não é apenas um local para a pessoa observar de forma passiva, mas é um lugar de produção de pensamentos onde as ideias são propagadas. Criamos novos conteúdos para plataformas online. É um momento para as pessoas terem um acesso mais incrementado”, afirma Toledo.

Por meio de setinhas no chão, o usuário poderá escolher lugares específicos dentro de cada museu, ler especificações das obras e observar cada detalhe pelas imagens em alta resolução.

MUSEU DO IPIRANGA

Iniciada na segunda (11), a #MuseumWeek (confira no site www.museum-week.org), ação mundial promovida pelas instituições culturais nas mídias sociais e que escolhe uma temática por dia, será realizada até domingo (17 ) e conta com um convidado ilustre: o Museu do Ipiranga.

Fechado para reforma desde 2013, o museu paulistano participa da ação e ainda transmitirá uma live na segunda (18) —Dia Internacional dos Museus— sobre o plano digital da instituição e a parceria com a plataforma Wikipédia, considerada uma ação pioneira no meio cultural. A transmissão acontece às 15h, pelas redes sociais do Museu no Facebook e Instagram.

Concebido originalmente como um monumento à Independência, o edifício no Ipiranga se tornou, em 1895, a sede do Museu do Estado. Hoje, é o museu público mais antigo de São Paulo e deve reabrir as portas em 2022.

COMO VISITAR OS MUSEUS ONLINE

 

  • Acesse a plataforma Google chamada Arts & Culture (artsandculture.google.com)

     

  • Clique no ícone da lupa

     

  • Escreva o nome do museu

     

  • Vá em “Tópico relacionado”

     

  • Navegue pelas obras no tópico “Itens” e pelo museu virtual no “Museum View”

 

EM SÃO PAULO

 

  • Pinacoteca

    Com ênfase na arte brasileira desde o século 19, detém 9.000 obras de artistas como Victor Brecheret, Lasar Segall e Almeida Júnior. Um dos destaques é “O Mestiço”, de Candido Portinari. (www.pinacoteca.org.br)

  • Museu da Imigração

    Preserva a memória e a história de estrangeiros que chegaram ao Brasil e se estabeleceram na então Hospedaria dos Imigrantes, na Mooca (zona leste), no início do século 20. (www.museudaimigracao.org.br)

  • MIS (Museu da Imagem e do Som)

    Possui um acervo com mais de 200 mil itens, como fotografias, filmes, vídeos e cartazes. (www.mis-sp.org.br)

  • Casa Guilherme de Almeida

    Antiga residência do poeta modernista Guilherme de Almeida, o local é o único museu-casa de SP a abrigar o acervo de um escritor. (www.casaguilhermedealmeida.org.br)

  • Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)

    Conta com importantes obras de artistas europeus como Van Gogh, Cézanne, Monet e Picasso, e de brasileiros como Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Candido Portinari. Um dos destaques é “Rosa e Azul”, de Renoir. (www.masp.org.br)

  • Museu do Futebol

    Localizado no estádio do Pacaembu (zona oeste), tem como objetivo entreter os visitantes e aproximá-los da história do futebol, mostrando costumes do esporte ao longo do século 20. O espaço conta com as exposições virtuais “Lea Campos, a primeira árbitra” e “A História da Camisa Canarinho”, entre outras. (www.museudofutebol.org.br)

  • Museu Lasar Segall

    Instalado na antiga residência e ateliê do artista Lasar Segall, o acervo conta com centenas de esboços, gravuras, esculturas e quadros de um grande nome da arte. (www.mls.gov.br)

  • Museu Paulista da USP (Ipiranga)

    Complexo histórico possui 450 mil itens e abriga o Museu do Ipiranga, fechado para reforma. O quadro de Pedro Américo “Independência ou Morte” (foto) é a obra mais famosa. Lá no espaço está o mausoléu do imperador dom Pedro 1º e de suas mulheres Leopoldina e Amélia. (www.mp.usp.br)

  • Municipal

    O acervo da Prefeitura de São Paulo está disponível. (www.acervosdacidade.prefeitura.sp.gov.br)

  • Museu Casa de Portinari

    Antiga residência de Candido Portinari, em Brodowski (337 km de SP), o complexo conta com pintura mural, quadros e objetos pessoais do artista. (www.museucasadeportinari.org.br)

Fonte: Folha de S.Paulo