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Você está preparado para viver em um mundo de coquetéis sem álcool?


11/07/2019

Parece que tem uma onda vindo aí…

 

Só não dá pra prever se será um tsunami ou se vai quebrar mansinha na praia da coquetelaria.

Estou falando de drinques com menor teor alcoólico ou até SEM álcool nenhum!

Eles podem ter copo de drinque, cheiro de drinque, estilo, cheiro e até gosto… mas sem nenhum teor alcoólico…

Será essa é a derradeira distopia que nos aguarda nos próximos anos?

Conheço quem já tenha começado se benzer só se imaginar.

 

tendência foi discutida por especialistas e bartenders que estiveram no BCB (Bar Convent) em São Paulo. Nessa semana, vamos publicar a 2ª e última parte de um vídeo feito na feira (confira aqui a primeira parte). Nele, falamos desse e de outros assuntos.

 

Alguns pontos: 

1. O público já está procurando por coquetéis menos alcoólicos?
2. Se é sem álcool pode ser chamado de coquetel? Se é sem álcool, não seria melhor chamar de suco?
3. Finalmente, quem não bebe vai poder sentir o mesmo prazer que um consumidor de coquetel?
4. Se tem menos álcool significa que vamos beber melhor?
5. Será que  vamos consumir mais highballs (drinque com característica mais suave, feito com um destilado e um carbonatado – na maioria dos casos).
6. Já existem bares especializados em coquetéis sem álcool em outras partes do mundo (chamados de bares sóbrios). Será que no Brasil essa moda pega?
7. Saúde é o que interessa e o resto não tem pressa?

 

Shake and Stir

Pelo menos uma vez por mês, vamos tentar entrevistar uma figura relevante do mundo das bebidas e dos coquetéis. Jogo rápido.

Aconteceu nessa quinta-feira (4) a final da etapa brasileira do Chivas Master 2019. O campeão brasileiro foi o bartender Guilherme Ferrari (Gui Ferrari), com o seu Arpeggio (coquetel com Chivas 12 anos, licor de framboesa, licor de ervas e conhaque, bitters aromático e flor de sal). Conversei com Ferrari, que trabalha no Seen, em São Paulo (Al. Santos, 1437, 23° andar).

 

1. Qual foi sua inspiração para o Arpeggio?

Esse ano a proposta era trazer um blend pessoal. Eu estaria sendo injusto comigo e com a proposta se eu não trouxesse música. Ela sempre fez parte da minha vida. Eu comecei a tocar (guitarra) com 15 anos, mas sempre ouvi disco e analisei… Quem diria que um dia aquela carreira um pouco mais frustrada como músico iria me inspirar. O blues é o estilo que mais me identifico.

 

2. Qual o papel do sal no seu coquetel?

Ele funciona como um ativador de paladar. O sal realça alguma notas. Talvez seja uma tendência também…

 

3. Drinque batido ou mexido?

Eu acho que depende de duas coisas. A técnica que o barman tem e sabedoria para aplicar isso – e gosto do cliente também. Hoje existe uma discussão entre bartenders se a caipirinha deve ser batida ou mexida. A melhor caipirinha é aquela que o seu cliente mais gosta. Claro que, originalmente, é um coquetel somente mexido e misturado. Mas se o seu cliente quer batido, faça batido…

 

4. Se um médico chegasse pra você é dissesse: Gui, acabou a farra. Você só pode tomar mais um coquetel nessa vida. Qual coquetel você escolheria?

Sazerac. O drinque que me serviu de inspiração para o Arpeggio.

 

5. Qual é o pior e o melhor tipo de cliente de bar?

O melhor é aquele que não conhece nada, mas é curioso e faz perguntas. O pior é aquele que também não sabe nada, mas também não pergunta nada, e qualquer coisa que você fizer para ele não está ok. Tem ótimos clientes com dias ruins. Assim como ótimos bartenders com dias ruins também.

 

Notícia do mundo da coquetelaria

Shot 1. No próximo dia 29 vai acontecer a 2ª edição do ‘Guest das Minas’, uma noite dedicada a fortalecer e mostrar o talento das mulheres bartenders de São Paulo. Essa edição vai rolar no Bar do Beco (R. Aspicuelta, 17, Vila Madalena). O primeiro foi um sucesso no Eugênia Bar. Vale muito conferir.

 

Shot 2. Parece que o frio chegou. Alguns bares já estão preparando coquetéis mais quentes para combinar com a estação. No Tan Tan Bar e no Boteco Todos os Santos já existem criações apontada para isso. As cartas que estão ‘virando’ agora também devem trazer algo mais ‘quente’. A ver.

Shot 3. Mestre Derivan já avisou em seu Instagram: o III Concurso Nacional do Rabo de Galo já tem data para acontecer. E vai ser no dia 19 de agosto!

 

Shot 4. Jameson Caskmates IPA , o Irish Whiskey envelhecido em barris de cerveja artesanal IPA (Indian Pale Ale) acaba de chegar ao mercado brasileiro. Esse repórter já encontrou no supermercado por R$ 115.

 

Shot 5. Até o dia 21 de julho acontece a “Rota Margarita José Cuervo”, ação que vai promover o drinque mexicano em bares de várias cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Brasília, Goiânia, Fortaleza e outras. O preço da Margarita vai variar entre R$ 10,50 e R$ 21 (dependendo do bar). Em São Paulo, entre os bares participantes estão: Posto 6, Salve Jorge, O Pasquim Bar e outros.

 

Shot 6 O Eugênia Bar lança sua nova carta de coquetéis no próximo dia será dia 13 de julho, Dia Mundial do Rock. A nova carta, em formato de livro, será dividida em capítulos, com destaque para os seis novos coquetéis que levam ingredientes vindos de todos os biomas brasileiros e inspirados por simbologias e lendas ligadas ao feminino. Curioso pelo “Dadá”, que é inspirado na Dadá do cangaço, primeira mulher a portar um fuzil e também em homenagem à uma das maiores produtoras de cacau na Bahia, leva rum envelhecido (Bacardi 4 años), bitters artesanal de cacau, laranja baía e gotas de chocolate, por R$ 28,00. Onde. R. Cônego Eugênio Leite, 953, Pinheiros.

 

Fonte: Estadão


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