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Vítimas dão senha do banco a golpistas em 70% das fraudes


25/11/2019

Diante do investimento pesado dos bancos em tecnologia para evitar fraudes —cerca de R$ 2 bilhões ao ano—, golpistas têm se especializado em driblar o ponto mais vulnerável do sistema: você.

 

Cerca de 70% das fraudes aplicadas contra clientes de instituições financeiras resultam do método conhecido como engenharia social, composto por técnicas de convencimento utilizadas por criminosos para induzir o consumidor a fornecer dados pessoais e senhas, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos). 

Telefonemas de falsos funcionários de bancos, sites que imitam páginas oficiais de compras online, mensagens por aplicativos como o WhatsApp ou até mesmo pessoalmente

 

Independentemente da forma de contato, os fraudadores dispõem de recursos para passar a sensação de confiança para convencer o consumidor a fornecer seus dados.

“Os fraudadores entram em contato com as pessoas usando de diversos artifícios que fazem com que as vítimas acreditem que estão falando com alguém do banco”, afirma Walter Faria, diretor-adjunto de operações da Febraban.

 

As possibilidades de fraudes por meio da engenharia social são amplas, mas, segundo a federação, existem seis tipos de golpes mais frequentes: clonagem do WhatsApp para pedir dinheiro emprestado; retirada do cartão por um motoboy; troca do cartão ao pagar algo na maquininha de débito; repetir a operação na máquina de débito para cobrar em dobro; falso telefonema do banco para pedir dados pessoais; envio de mensagem com link para falso site de compras.

 

As medidas a serem adotadas pelo consumidor para não cair em truques de falsários podem ser resumidas em dois cuidados básicos.

O primeiro é não fornecer dados quando a iniciativa do contato for tomada por um terceiro. A segunda medida de segurança é redobrar a atenção sempre que for digitar a senha do cartão bancário.

 

Black Friday cria ambiente para armadilhas

Objetos de desejo dos consumidores ofertados por valores muito abaixo dos preços praticados pelo mercado. Se a promoção é boa demais para ser verdade, há a chance de que ela seja uma armadilha.

 

Períodos em que a população está mais suscetível a acreditar em vantagens incomuns, como na Black Friday, criam ambientes perfeitos para práticas de golpes financeiros por meio de técnicas de engenharia social.

 

“É muito improvável que alguém esteja vendendo um iPhone de última geração por R$ 1.000, mesmo assim o consumidor fica tentado pela possibilidade de ter uma grande vantagem e acaba clicando em um link que o direciona para um falso site de compras, onde fornece sua senha e dados pessoais”, diz Walter Faria, da Febraban.

Buscar sites conhecidos para realizar as compras e digitar o endereço diretamente no navegador, em vez de clicar em links recebidos por email ou outro tipo de meio de comunicação, é a forma mais segura de escapar desse tipo de armadilha. 

 

Pessoas pouco familiarizadas com compras online tendem a ser enganadas com mais facilidade. Idosos, por exemplo, estão entre os alvos preferenciais. “Cabe a quem está inserido no mundo digital orientar parentes e amigos que têm mais dificuldade”, comenta Faria.

 

Consumidores também precisam ficar atentos à URL da página (endereço que aparece no navegador), uma vez que, se um falso site de comércio simular ser uma loja online verdadeira, o domínio será diferente do oficial, orienta Ralf Germer, diretor da PagBrasil. “Também é preciso tomar cuidado com os anúncios nas redes sociais: as promoções verdadeiras são sempre publicadas nas páginas e perfis oficiais das lojas”, diz.

 

Fonte: Agora


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