Roteiro revisita o largo da Matriz, que reúne o novo e o tradicional na Freguesia do Ó

14/02/2020

O Guia inicia uma série de roteiros em que vai revisitar, ao longo do ano, espaços públicos selecionados por serem parte da história da capital paulista e também por reunirem boa oferta de atrações em seus arredores. 

 

É a sequência da série que desde 2017 dedica-se a ruas paulistanas —Augusta, dos PinheirosJoaquim TávoraAmauri e outras. Agora, praças e largos ganham a vez.

Começamos na região norte, na Freguesia do Ó, um dos bairros mais antigos de São Paulo. Em 2020, ele completa 440 anos.

 

Foi o bandeirante paulista Manuel Preto que iniciou a primeira ocupação além rio Tietê, a noroeste da Vila de São Paulo, que havia sido fundada 26 anos antes pelos jesuítas. Devoto de Nossa Senhora da Expectação do Ó, dedicou a ela a capela erguida no lugar.

 

No fim do século 18, a área ganhou a honraria de Freguesia —até então exclusiva da Sé— e uma nova igreja, decretada paróquia e destruída por um incêndio após cem anos. 

 

Foi então que, para sediar a atual igreja, de 1901, o largo da Matriz mudou-se para o local onde está até hoje. Pertinho do antigo largo, ele é o coração do bairro e, quase 120 anos depois, inspira o roteiro a seguir. 

 

Roteiro das batidas

O largo da Matriz é diverso. Tem comes e bebes para gostos e bolsos distintos, música ao vivo de estilos variados, mescla ambientes simples a alguns mais sofisticados. 

Nada, no entanto, marca mais presença por ali que os bares de batidas. No mapa acima, o número 1 reúne seis deles. Coladinhos uns aos outros, eles são minúsculos —exceto o pioneiro Bar do Gallo’s, de 1997— mas, enchem a calçada com cadeiras plásticas viradas para o largo.

 

Dali, veem-se turmas, casais, famílias e crianças que tomam a praça —lotada nos dois dias de visita do Guia. 

 

O clima é de interior, e a presença constante da polícia dá mais segurança. Encare uma batida de frente, aproveitando as indicações que o Guia traz a seguir.

 

Matrix Bar (nº 23) 
De 2000, é conhecido como bar do Romélio, o fundador. Peça a Espanhola (vodca, vinho tinto, abacaxi e leite condensado, R$ 12).
Ter. a dom.: 17h à 1h.

Irmãos do Ó (nº 23B)
Nidão e Iremar tocam o bar desde 2017. Vá de Manda Nudes: vodca, leite condensado e amendoim (R$ 12).
Ter. a dom.: 17h à 1h.

Batidas do Ó (nº 33)
As irmãs Lú e Sabrina, além das batidas, servem pastel. Sugestão é a Loca (vodca, sorvete de morango e leite condensado, R$ 12). 
Ter. a dom.: 17h à 1h.

Bar do Vitão (nº 45) 
Filho do Nidão, Vitão toca o espaço com a mãe, Laura, desde 2018. Tem batida, sim, mas é o único entre eles a alugar narguile.
Ter. a sex.: 17h à 1h. Sáb.: 15h à 1h. Dom.: 14h às 23h.

Bar do Gallo’s (nº 47) 
Pioneiro e o maior entre eles. Às sextas, têm pagode. Dica: Tiazinha (conhaque e drops de menta). 
Seg. a sáb.: 16h à 1h. Dom.: 14h às 24h.  

Bar do Negão (nº 55) 
O bar é de Kleber Ribeiro desde 2012. Além das batidas tem copos de minissalgados. Vai bem a Tesão (conhaque, licor de cacau e leite condensado, R$ 10). 
Ter. a sex.: 17h à 1h. Sáb.: 15h à 1h. Dom.: 14 às 23h. 

 

Fonte: Folha de S.Paulo